CAD . Computer-Aided Design . Sistemas computacionais desenvolvidos para auxiliar no design de produtos. As ferramentas de CAD oferecem aos projetistas e designers uma vasta gama de recursos e bibliotecas que aumentam a produtividade e os auxiliam a otimizar o design do projeto. Muitas ferramentas dispõem de recursos para se comunicar com scanners, leitoras tridimensionais, bases de dados de engenharia, aplicativos de CAE, CAPP e CAM. Termos relacionados: CAD, CAE, CAPP.
Cadeia de Suprimentos . Supply-Chain . Um conjunto de empresas vinculadas por processos de negócio, que possibilitam atender a demanda de um cliente por um produto ou serviço. Termo relacionado: SCM.
CAE . Computer Aided Engineering . Sistemas computacionais especialistas que permitem avaliar o comportamento de peças individuais ou sistemas sujeitos a determinadas condições de operação. Existem aplicativos específicos para cada tipo de problema de engenharia. As aplicações de CAE mais comuns são: dimensionamento estrutural a partir da análise de esforços estáticos e dinâmicos; análise do comportamento de fluídos (líquidos ou gasosos), análise de vibrações, análise do funcionamento de sistemas eletro/eletrônicos e análises termodinâmicas. Estes aplicativos normalmente trabalham de forma integrada com ferramentas de CAD e CAM.
Caixa . Bin . Recipiente em material descartável ou reaproveitável, em formato de paralelepípedo ou trapeizodal, utilizado para estocar peças. Sob o ponto de vista logístico, uma caixa deve ser concebida para atender simultaneamente aspectos de ergonomia, transporte, armazenamento, utilização e descarte ou retorno. Em ambientes industriais, tem-se difundido cada vez mais a utilização de caixas retornáveis, no lugar das descartáveis. Normalmente, os modelos de caixas retornáveis disponíveis no mercado são modulares entre si. Esta tendência se dá basicamente por duas razões: ambientais e econômicas. Já para acondicionar produtos que se destinam ao consumidor final, as embalagens descartáveis representam a esmagadora maioria.
Caixeiro Viajante . Traveling Sales Man Problem . Problema de roteirização, cujo objetivo é minimizar a distância percorrida para cobrir ‘n’ pontos sem repetição de nenhum deles. O problema do Caixeiro Viajante foi uma das primeiras formulações de problema de roteirização que foram concebidas e possui limitações quanto à representatividade de situações mais complexas (i.e. que envolvem a capacidade do veículo, a repetição de pontos no roteiro e janelas de entrega). Dentro do campo da Pesquisa Operacional, este problema é classificado como NP-Hard, em função do tempo computacional para busca da solução não crescer seguindo uma função polinomial. As abordagens mais eficazes para a solução do problema do caixeiro viajante são baseadas em algoritmos heurísticos. Termos relacionados: Carteiro Chinês, Corrida do Leiteiro e Pesquisa Operacional.
CAM . Computer-Aided Manufacturing . Sistemas computacionais que tem a habilidade de gerar instruções, a partir de especificações de projetos para sistemas de manufatura automatizados, como Centros de Usinagem, Injetoras e Robôs.
Caminhões . Trucks . veículos constituídos de cabine, motor com unidade de carga (carroceria) ou não, nos mais diversos tamanhos, com 2 ou 3 eixos, podendo atingir a capacidade de carga de até 30 toneladas. Apresenta variações de carroceria: aberta, em forma de gaiola, plataforma, tanque ou fechados (baús), sendo que estes últimos podem ser equipados com maquinário de refrigeração, para o transporte de produtos refrigerados. Os caminhões pesados, sem plataforma ou carroceria incorporada, são também chamados de Cavalos Mecânicos.
Caminhões Plataformas . Boogies/Trailers . veículos apropriados para transporte de containers, geralmente de 20’ e 40’ (vinte e quarenta pés).
Canal de Distribuição - Distribution Channel . (1) Uma organizada cadeia de agentes e instituições que, combinadas, desenvolvem as atividades necessárias à união de fabricantes e usuários para a consolidação das atividades de marketing; (2) Uma ou mais companhias ou indivíduos que participam do fluxo de bens e serviços, desde um produtor até o consumidor; (3) Os canais de Distribuição desempenham 4 funções básicas: indução da demanda, satisfação da demanda, serviços de pós-venda e troca de informações; (4) Os diversos membros participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: membros primários e membros especializados. Membros primários são aqueles que participam diretamente, assumindo o risco pela posse do produto, e incluem fabricantes, atacadistas, distribuidores e varejistas. Membros secundários são aqueles que participam indiretamente, basicamente através da prestação de serviços aos membros primários, não assumindo o risco da posse do produto. Exemplos mais comuns são as empresas de transporte, armazenagem e prestadores de serviços logísticos; (5) No que se refere aos tipos de canais, alguns autores identificam três modelos básicos: (a) Canais Verticais, onde a responsabilidade se transfere de um segmento da cadeia para a seguinte, como um bastão é passado numa corrida de revezamento; (b) Canais Híbridos, são canais onde o fabricante mantém sob seu controle o relacionamento com grandes clientes, por exemplo, mas deixa para os distribuidores a responsabilidade pelas funções de atendimento e entrega; (c) Canais Múltiplos, são canais que oferecem mais de uma opção de atendimento para o consumidor (e.g. Compra em Loja ou pela Internet, diretamente do fabricante).
Capacidade . Capacity . As instalações físicas, pessoas e processos disponíveis para atender a demanda de um consumidor. O termo Capacidade geralmente refere-se à taxa máxima de atendimento de um equipamento, processo, pessoa ou planta. Termo relacionado: Gerenciamento de Capacidade.
Capital de Giro . Working Capital . É o valor em caixa, disponível para financiar as atividades operacionais da empresa, especialmente o processo de produção.
CAPP . Computer-Aided Process Planning . Sistemas que auxiliam engenheiros de manufatura a elaborar planos de processos industriais, a partir de especificações provenientes de base de dados de sistemas de CAD. Sistemas CAPP normalmente valem se de técnicas de simulação computacional para avaliar aspectos de produtividade, manufaturabilidade, ergonomia, gargalos, movimentações e tempos de operação.
Carga Solta . Break Bulk Cargo . Essa expressão indica qualquer carga fracionária, embarcada em suas embalagens convencionais (e.g. caixas ou pallets), isto é, não conteinerizada.
Carga Fracionada . Less-Than-Truckload (LTL) . Cargas cujo volume não alcançam a lotação de um veículo e, por esta razão, são consolidadas com outras cargas, que possuem a mesma característica. O processo de consolidação e transporte de cargas fracionadas normalmente é feito por empresas transportadoras especializadas neste segmento. A lotação dos veículos é obtida através da consolidação das cargas de múltiplos clientes. Normalmente as redes de transporte dessas transportadoras são compostas de três elementos-chave: rotas de coletas e entregas, centros de consolidação/transbordo e rotas de transferência. Do ponto de vista de custo do serviço, este normalmente é calculado em função da rota (distância) e do volume (peso ou cubagem) da carga. Diferente da carga fechada, onde o direcionador de custo é a rota e o tipo de veículo a ser empregado. O valor correspondente ao volume da mercadoria para ser transportado numa determinada rota é chamado de frete peso. Além do frete peso, as tarifas de frete podem incluir outros componentes, como seguro (ad valorem), pedágio e taxas de emissão de conhecimento. Termos relacionados: Carga Fechada, Cubagem de Carga.
Carretas . Trailers . Também conhecidos por Semireboques. Podem ser abertos ou fechados. Apresentam diversos tamanhos, com capacidade de carga chegando até 30 toneladas ou 100 m3, dependendo do número de eixos do cavalo mecânico e do próprio semi-reboque. São o tipo de equipamento preferido para rotas de alta demanda e longa distância (acima de 500 km), não só pelo menor custo por ton*km, mas também pela possibilidade de minimizar o tempo de parada do Cavalo Mecânico, em função do Semi- Reboque ser um equipamento independente e de fácil engate e desengate.
Cartão de Metas . Scorecard - É uma ferramenta para planejar e mensurar o desempenho da empresa. Consiste numa lista de atributos, para os quais se atribui pesos e, posteriormente, notas. Esta ferramenta pode ser tanto utilizada para avaliar sistematicamente ao longo do tempo um mesmo processo, como para fazer análises comparativas entre diferentes alternativas.
Cartel . Cartel . Um grupo de empresas legalmente independentes que concordam em cooperar, ao invés de competir, para fornecer produtos ou serviços. É um acordo com o objetivo de controlar e/ou dominar o mercado de determinado produto e disciplinar a concorrência. Para tanto, o preço é acordado de forma uniforme, normalmente em nível alto e são fixadas quotas de produção para as empresas participantes. Os cartéis começaram na Alemanha, no século XIX e tiveram seu apogeu no período entre as guerras mundiais. Os cartéis são prejudiciais à economia, pois impedem o acesso do consumidor à livre-concorrência e beneficiam empresas não-rentáveis.
Categoria . Category . No contexto de Canais de Distribuição, é um grupo de produtos que os consumidores entendem como inter relacionados e/ou substitutos, no atendimento de certa necessidade.
Categoria de Conveniência - Convenience Category . No contexto de Canais de Distribuição é uma categoria gerenciada para reforçar a imagem do varejista como loja de serviço completo, pelo fornecimento do valor adequado ao consumidor-alvo, no atendimento de suas necessidades de reposição não-planejadas.
Categoria de Rotina . Routine Category – No contexto de Canais de Distribuição, são categorias que determinam o varejista como loja claramente preferida pelo fornecimento de um valor consistente e competitivo, no atendimento das necessidades de rotina/estocagem do consumidor.
Categoria Sazonal/Temporária . Seasonal/ Temporary Category - No contexto de Canais de Distribuição, são categorias gerenciadas, para reforçar a imagem do varejista como loja preferida pelo fornecimento de um valor competitivo para itens sazonais ou temporários ao consumidor-alvo.
Causas comuns . Random Causes – Pequenas causas de variação, que atuam de forma aleatória sobre o processo. São intrínsecas ao processo, o qual possui um comportamento estável.
Causas especiais . Special Causes . São causas assinaláveis, oriundas de fatores específicos e que apresentam variações muito expressivas, frente a média. Nestes casos, o comportamento do processo apresenta-se instável.
Célula . Cell . Uma unidade de manufatura ou serviço, formada por estações de trabalho, que juntas, realizam um processo. Em ambientes de manufatura, as estações de trabalho estão interconectadas por sistemas de movimentação, que propiciam um fluxo contínuo de peças e uma baixa quantidade de estoques entre as mesmas. Em um ambiente de serviços, as células propiciam maior agilidade e melhor comunicação na realização de processos administrativos. Em alguns casos, células administrativas são compostas por pessoas de diferentes departamentos.
Centro de Distribuição - Distribution Center (DC) . Um depósito ou terminal, que possui condições de receber, estocar e processar os pedidos gerados por clientes ou outros membros de um Canal de Distribuição.
Check Out . Check Out - É o local no espaço de venda no qual se localiza a caixa registradora/unidade de leitura ótica e se efetiva a venda.
CIM . Computer-Integrated Manufacturing . Uma diversidade de abordagens, nas quais sistemas de planejamento e execução de operações estão conectados em rede com sistemas de manufatura. É uma tecnologia empregada em ambientes de manufatura altamente automatizados. Em ambientes que empregam o conceito de CIM diversas funções do chão de fábrica estão sendo planejadas, monitoradas e acionadas. As funções mais típicas são: seqüenciamento, troca de ferramentas, movimentações de peças e contentores, inspeções/seleções, montagens, operações de transformação e rastreabilidade das diversas etapas do processo. O ambiente CIM possui hierarquia sobre os sistemas que atuam em nível de controle de máquinas (CAM). Termos relacionados: CAM, CAPP, MES.
CKD . Complete Knocked Down . Completamente Desmontado . Estratégia Logística onde um conjunto de componentes que compõem um produto ou parte dele é transportado desmontado para posterior montagem. O objetivo desta estratégia é otimizar custos logísticos relacionados com transporte e aproveitar condições atrativas de se realizar a montagem num local diferente da origem das peças. Muitas empresas que atuam globalmente utilizam esta estratégia logística para viabilizar o atendimento de um mercado sem a necessidade de duplicar investimentos em processos de manufatura e ferramentais e aproveitando, muitas vezes, vantagens oferecidas localmente (e.g. custos de mão de obra, exigências legais de conteúdo local, etc.). Termo relacionado: SKD.
Classificação ABC - ABC Analysis; uma forma de classificação de Pareto aplicada a um grupo de produtos com o objetivo de diferenciar três classes para fins de planejamento e controle de inventário. Os itens ‘A’ são os que representam 80% do valor de uma lista valorizada e classificada em ordem decrescente. Os itens ‘B’ e ‘C’, 15% e 5% respectivamente. Para fins de definição de política de estoques, a curva ABC é obtida pela multiplicação do custo unitário do item pela sua respectiva demanda anual. Neste contexto de aplicação, itens ‘A’ serão parametrizados com menos dias de estoques ou menores estoques de segurança que itens ‘B’, que por sua vez, serão parametrizados com menos dias de estoques ou menores estoques de segurança que itens ‘C’ (e.g. 2 dias para itens ‘A’, 10 dias para itens ‘B’ e 30 dias para itens ‘C’). É importante destacar que a definição da política de estoques pode requerer a observância de outros aspectos, tais como confiabilidade de entrega do fornecedor ou origem do fornecedor (local ou importado). Para fins de controle de estoques, a curva ABC é obtida pela multiplicação do custo unitário do item pela sua respectiva quantidade em estoque. Itens ‘A’ são contados com mais freqüência que itens ‘B’, que por sua vez, são contados com mais freqüência que itens ‘C’. Algumas empresas, adicionam a esta regra uma segunda, que também incluirá como item ‘A’ aqueles cujo custo unitário for acima de um valor arbitrado, mesmo que o saldo em estoque seja pequeno ou nulo no momento da geração e classificação da lista. Este procedimento garante que itens de alto valor, que estejam com baixos níveis de inventário, tenham também um tratamento de controle mais rigoroso.
Classificação GUS - GUS Classification . Uma classificação de produtos em três categorias para fins de controle de inventário, baseada em suas aplicações dentro de unidades de negócio. G = Produto [G]eral que pode ser requerido para diversas famílias de produtos ou operações e é administrado centralmente em uma divisão. U = Produto [Ú]nico que é utilizado exclusivamente em uma família de produtos ou operação e é administrado pela divisão local; S = Produto E[s]pecífico que é utilizado exclusivamente em um produto, cuja aquisição de componentes é efetuada por uma ordem de compra fechada.
CLM - Council of Logistics Management - Vide: Council of Supply Chain Management Professionals.
CMI - Co-Managed Inventory . Gerenciamento Compartilhado de Inventário - Um modelo de ressuprimento similar ao VMI (Vendor Managed Inventory), porém, o fornecedor necessita de autorização prévia do cliente antes de realizar o despacho do material. Normalmente o fabricante é responsável por repor os itens em condições normais de demanda, enquanto que o distribuidor é responsável pelo ressuprimento quando ocorrerem promoções. Termos associados: VMI; POS.
Código de Barras - Bar Code . Um método de identificação automática, desenvolvido nos anos 70, que utiliza barras verticais pretas e brancas alternadas, utilizado para codificar caracteres numéricos ou alfa-numéricos, a partir de diferentes padrões estabelecidos. Os códigos de barras podem ser simples (quando forem formados por apenas duas espessuras de barras) ou complexos (quando utilizarem para codificação quatro diferentes espessuras de barras), unidirecionais ou bi-direcionais, numéricos (ITF 2 of 5, UPC 12, EAN 13, DUN 14) ou alfa-numéricos (Code 39, Code 128, UCC/EAN 128). Os padrões mais utilizados no varejo são o UPC 12 e o EAN 13 (Brasil). Padrões mais avançados possuem em sua sintaxe condições de codificar de forma padronizada diversas informações, para suportar processos logísticos. No caso do UCC/EAN 128, por exemplo, existem mais de 90 campos (chamados de Identificadores de Aplicação) definidos para expressar desde o Código Postal do cliente até o número do lote do produto. Termos relacionados: EDI, RFID, Código de Barras Bi-Direcional.
Código de Barras Bi-dimensional – Two Dimensional Bar Code (2D Bar Code) . Um padrão de codificação mais sofisticado que o código de barras, que utiliza duas dimensões para armazenar informações. O padrão bidimensional é Bi-direcional, alfanumérico e possui redundância da informação ao longo da área codificada, de modo que haverá boas chances da informação ser recuperada integralmente, se pelo menos 70% da área do código ainda estiver intacta. Tanto a codificação como a leitura necessitam de equipamentos específicos para utilizar esta tecnologia.
Código do Item - Part Number . Um número único de identificação, alocado para um item específico, por um fabricante ou usuário. O código de um item pode ser numérico ou alfanumérico, seqüencial ou estruturado.
Coletor de rádio freqüência . RF Scanner - É um equipamento de leitura ótica, que funciona por meio de rádio freqüência. O coletor pode ser integrado a uma unidade processadora remota com display e memória ou simplesmente um dispositivo de leitura, que envia os dados para uma antena conectada a um computador.
Comercial Exportadora . Trading Company - Empresa que possui como objetivo social a exportação indireta de produtos, isto é, adquire mercadorias no mercado interno com o fim específico de exportar. Sua atividade não se confunde com a de produção para exportação ou de representação comercial internacional, apenas a aquisição interna para posterior exportação. Todo risco inerente à exportação é da Comercial exportadora, porém, esta detém conhecimento e estrutura especializada, o que uma empresa de pequeno porte, que necessite exportar não possui. Através dessa operação, a empresa que vendeu as mercadorias pode usufruir do benefício do Drawback, uma vez que a venda para Comercial Exportadora é considerada venda equiparada à exportação.
Comércio Exterior . Foreign Trade - É a atividade de compra, troca e venda de bens e serviços, bem como a circulação de capitais entre países. Nesta atividade estão inseridos todos os seres humanos, isoladamente ou através de empresas, associações, países, ou qualquer outra forma em que se possa empregá-la e praticá-la, representando maior ou menor importância, no contexto da economia de um país.
Commodity - Commodity . Um produto negociado comercialmente. Este termo normalmente implica também que a demanda pelo produto é regulada pelo seu preço e disponibilidade.
Competência Essencial - Core Competency. Conjunto de conhecimentos e habilidades que permitem à uma empresa oferecer o máximo valor para os seus clientes, de uma maneira que é muito difícil para os seus competidores copiar e que lhe propicia crescimento futuro. Competências Essenciais estão inseridas no contexto das habilidades dos funcionários de uma organização. Elas são desenvolvidas através do aprendizado coletivo, da comunicação e do comprometimento ao longo de todos os níveis e funções de uma organização, bem como nas relações com clientes e fornecedores. Por exemplo, uma Competência Essencial poderia ser a habilidade de uma empresa em coordenar e harmonizar diversas habilidades de manufatura e tecnologias. Para ilustrar, processos avançados de fundição para se produzir aço, exigem a integração do projeto da máquina com sofisticados sensores para medir a temperatura e a velocidade, e estes por sua vez, deverão ser integrados com modelos matemáticos computacionais, que irão simular e ajustar o processo de produção, de forma a garantir a troca ideal de calor na fabricação do aço. A Competência Essencial desta empresa é ter a habilidade de integrar estas diferentes áreas do conhecimento e tecnologias para obter um aço de qualidade superior, a um custo competitivo frente ao seu valor de mercado. Competências Essenciais não estão diretamente relacionadas com o produto ou o Mercado.
Compra Futura - Forward Buying - É a prática de comprar produtos em quantidade superior à política de estoques estabelecida, porém não em quantidade suficiente para atender a uma demanda em longo prazo. O principal objetivo desta prática é conferir ganhos de economia de escala nas negociação e sobre outros custos de aquisição (e.g. transporte). Quando o objetivo principal for obter alavancagem comercial na negociação, esta prática também é chamada de compra especulativa. O fornecedor deve atentar para este tipo de compra, para não contaminar o seu processo de previsão de demanda e planejamento de capacidade.
Configurador de Produtos - Product Configurator . Um sistema baseado em regras, utilizado por empresas que adotam estratégias de atendimento Design-To-Order (DTO), Engineer-To-Order (ETO) ou Make-To-Order (MTO). O configurador de produtos executa modelagens de peças ou produtos finais e pode gerar como resultado modelos em 3D, desenhos, Estruturas de Produtos e estimativas de custos, que podem ser integradas com sistemas do tipo CAD/CAM ou MRP II. Por exemplo, um fabricante de Caminhões disponibiliza 7 acessórios para serem escolhidos por seus clientes. Alguns destes acessórios podem ser conflitantes entre si. O Configurador de produtos irá checar a compatibilidade das opções escolhidas pelo cliente e identificar qual Estrutura de Produto representará a opção escolhida para gerar a Ordem de Fabricação.
Conhecimento de Frete - Bill of Lading (BOL) . Um documento de transporte que representa o contrato do transportador e possui os termos e condições deste contrato entre o embarcador e o transportador, além de informações sobre a carga em si transportada.
Consolidação . Consolidation . Combinação de dois ou mais embarques em um ponto físico, com o objetivo de aumentar a freqüência de viagens, sem comprometer o índice de utilização do veículo ou ainda, aumentar o índice de utilização do veículo e obter assim, uma redução no custo unitário de transporte.
Contagem Cíclica - Cycle Counting . Um procedimento de contagem física continua ao invés de periódica (normalmente anual). A Contagem Cíclica possui o mesmo propósito do Inventário (Contagem) Anual, ou seja, aferir a acuracidade dos registros de estoque. O termo cíclico significa que ao final de um ano, todos os itens deverão ter sido contados pelo menos uma vez, mas em datas diferentes. A freqüência de contagem pode variar de acordo com a importância da família de itens e da política e interesse da gerência da área. Por exemplo, pode-se definir que o ciclo de contagem para itens classe ‘A’ seja 4 meses, itens classe ‘B’ 6 meses e itens classe ‘C’ 12 meses. A vantagem da Contagem Cíclica sobre o Inventário Anual é que a identificação de eventuais discrepâncias ocorre mais próximo do evento que a gerou e normalmente o grupo que realiza este processo possui mais experiência com o procedimento e a análise. Normalmente, quando uma empresa adota o processo de Contagem Cíclica, as contagens ocorrem em bases diárias e os seus lançamentos de ajustes ocorrem num intervalo máximo de uma semana. Por ser um processo focado em rastrear causas e não apenas em auditar a acuracidade de registros contábeis, a Contagem Cíclica reduz o risco de paradas inesperadas por falta de materiais, garante maior estabilidade ao processo de Planejamento (MRP, MPS e DRP) e, por conseguinte, reduz o custo de inventário. No processo de Inventário Anual, muitas vezes as empresas precisam valer-se de recursos externos à área de logística, que não são familiarizados nem com o procedimento de contagem e tão pouco com os itens, o que acaba gerando erros de contagem e, por conseqüência, de registros. Além disso, em função do inventário anual requerer a contagem da totalidade dos itens, é necessário que a produção seja paralisada, para impedir a movimentação dos estoques, o que demanda uma contagem ininterrupta, pois somente após sua conclusão a produção é liberada. Dependendo do tamanho do inventário, a contagem pode levar dias, o que acaba impactando em custos pela parada de produção. Outro ponto desfavorável do Inventário Anual, é o fato de não haver tempo hábil para uma criteriosa análise das causas das discrepâncias, uma vez que existem poucos dias para se realizar a contagem e os ajustes, antes do retorno das atividades de produção e movimentação de materiais. Termos relacionados: Diferenças de estoque e Controle de Inventário.
Contêiner Hipobárico . Hipobaric Container . É empregado para cargas altamente perecíveis, dispõe de sistemas de ventilação, de vácuo e de umidificação, visando permitir a renovação do ar em seu interior.
Contêiner Open-Top . Open-Top Container – Aberto na parte superior, destinado ao acondicionamento de cargas de tamanhos irregulares. Esse tipo de contêiner só pode ser carregado por cima e a proteção da carga é feita por uma lona fixada no seu topo.
Contêiner Refrigerado . Reefer Container – Servido por acessórios de refrigeração, para manter a temperatura controlada durante o transporte. Existem dois sistemas de refrigeração: (1) Reefer ou insulado/integrado . o sistema de refrigeração é parte da estrutura do contêiner, que precisa estar ligado à corrente elétrica para o equipamento de refrigeração funcionar; (2) Conair ou isotérmico . o equipamento gerador do frio interno especial (clip on) está fora da estrutura do contêiner.
Contêiner Standard - Dry-Box Container . São módulos de carga feitos de aço, utilizados para o transporte de cargas não perecíveis. O Contêiner Standard é o mais utilizado entre todos, devido à sua versatilidade para cargas secas. Ele é disponibilizado em dois comprimentos, 20 Pés (2,44 x 6,06 x 2,59 m) e 40 Pés (2,44 x 12,19 x 2,59 m). Existem ainda duas variantes desta configuração, o Testado (heavy dutty) para o Contêiner de 20 Pés, cujo limite de peso é maior, e o High Cube (HC) para Contêiners de 40’, cuja altura é um pé maior que a versão Standard. Os Contêineres mais utilizados no transporte internacional são os de 20 Pés (20’) Dry ou Standard. Os Contêineres de 40’ são mais empregados para o transporte de cargas volumosas.
Contêiner Ventilado . Ventilated Container - Apresenta orifícios para ventilação na parte lateral, de forma a manter um sistema de ventilação forçada, para proteger as cargas contra a condensação da umidade. É utilizado quando os dois pontos da rota (embarque e desembarque) apresentam diferenças climáticas extremas, capazes de gerar condensação e avariar a carga por umidade no interior do contêiner.
Contenedor . Conveyor . Um equipamento de movimentação de materiais, que permite o deslocamento de cargas de uma região para outra, dentro de um depósito ou planta.
Controle Adaptativo - Adaptive Control . (1) A habilidade de um sistema de controle de alterar seus próprios parâmetros em reposta à alteração de uma medição realizada em condições operacionais; (2) A unidade de controle, a partir da medição de sensores, é capaz de otimizar as condições de operação de uma máquina, com o objetivo de aumentar a vida útil de ferramentas e dispositivos ou de garantir que as especificações de fabricação sejam respeitadas.
Controle de Inventário - Inventory Control . Todas as atividades e procedimentos usados para controlar e manter a acuracidade de registros e a integridade física dos itens estocados numa instalação. Esta atividade pode envolver o controle detalhado de movimentações, locações, prazos de validade, rastreabilidade de lotes, segregação de acordo com políticas ou características dos materiais. Para um bom controle de inventário, também é recomendada a atenção para a correta definição dos sistemas de identificação e coleta de dados (e.g. código de barras), sistemas de armazenagem (e.g. estanterias, porta-pallets, etc) e sistemas de movimentação (e.g. paleteiras, empilhadeiras, rebocadores, etc). Termos relacionados: Contagem Cíclica, WMS, Divergências de estoque.
Corrida do Leiteiro - Milk Run . (1) Uma rota regular para coleta de cargas distintas de diferentes fornecedores, com o objetivo de aumentar a freqüência de entregas sem a necessidade de aumento dos lotes fornecidos por cada fornecedor individualmente, caso eles fizessem entregas diretas; (2) Algoritmos de roteirização, cuja função objetivo considera a capacidade de carga do veículo e janelas de horário para realização das coletas. Existem diversas abordagens matemáticas para abordar o problema da corrida do leiteiro, mas todas elas são baseadas em algoritmos heurísticos, pois como todo problema de roteirização, ele é classificado na literatura de Pesquisa Operacional como NP-Hard. Termos relacionados: Roteirização, Caixeiro Viajante, NP-Hard, Consolidação.
Cp . Cp - Índice de Capabilidade de um processo centrado - Mede o grau de capabilidade do processo, caso este esteja centrado, através do cálculo do quociente entre os limites de especificações e a dispersão. Fórmula de cálculo: Cp = (LES - LEC)/6.
CPFR - Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment . Planejamento de Demanda e Ressuprimento Colaborativo, é um conjunto de práticas de negócio que combina a inteligência de diversos parceiros de negócio nas atividades de planejamento e atendimento de demanda dos consumidores. CPFR integra práticas de Vendas e Marketing, tais como gerenciamento de categoria, planejamento de promoções e análise de Mercado, com processos de Planejamento e Execução, tais como modelos de programação e ressuprimento, estratégias de consolidação com o objetivo de maximizar o atendimento das necessidades dos consumidores com níveis de inventário e custos logísticos razoáveis. A estrutura conceitual do CPFR surgiu pela primeira vez em 1998, por iniciativa do VICS (Voluntary Interindustry Commerce Standards) e desde então tem evoluído e se alinhado com outras iniciativas como o ECR (Efficient Consumer Response), o GCI (Global Commerce Initiative) e o UCC (Uniform Code Council). O modelo do CPFR pode ser dividido em quatro grandes etapas: (1) Planejamento e Estratégia . nesta primeira etapa o varejista (ou distribuidor) e o(s) fabricante(s) definem as regras básicas para o relacionamento colaborativo (e.g. determinar o mix de produtos, pontos de venda, planos de lançamentos e promoções, padrões de informações a serem compartilhados e métricas comuns); (2) Planejamento e Gerenciamento de Demanda . nesta etapa são definidas as responsabilidades e metodologias empregadas para elaborar e monitorar as previsões de vendas e o planejamento de compra para um determinado horizonte; (3) Execução . nesta etapa os pedidos são gerados, os embarques realizados e monitorados e os itens são recebidos e colocados nos pontos de venda; (4) A última etapa refere-se ao acompanhamento da performance dos indicadores acordados para o varejista e seus fornecedores, bem como o monitoramento dos eventos de exceção que ocorrem durante o processo de execução.
Cpk . Cpk - Índice de Capabilidade bilateral - Mede a capabilidade do processo com base na análise bilateral das especificações frente a dispersão. Fórmula de cálculo: Cpk = min { [(LES . x)/ 3 ]; [(x . LEI)/ 3 ] }; Cpk > 1 é condição necessária para garantir que a ração de defeituosos seja menor que 1%.
CRM - Customer Relationship Management . Sistemas de informações que suportam funções de Marketing e Vendas. Os sistemas de CRM possuem estruturas de dados que permitem conhecer os consumidores com maior profundidade, a partir de um histórico de relacionamento e padrões de consumo. A partir dessas informações, a empresa pode elaborar estratégias de retenção e fidelização do consumidor de alto valor.
Cross-Docking . Cross-Docking . vide Transbordode Carga e Transferência entre Docas.
CSCMP - Council of Supply Chain Management Professionals . Organização sem fins lucrativos, formada por profissionais de todo mundo que possuem interesse e/ou responsabilidades em Logística e Gerenciamento de Cadeias de Suprimentos. O seu objetivo é aprimorar o desenvolvimento destes profissionais, através de programas educacionais, publicações e de uma série de programas e serviços. O CSCMP surgiu originalmente nos anos 70 com o nome CLM (Council of Logistics Management).
CTP - Capable to Promise . Uma técnica utilizada para determinar se uma Ordem nova ou ainda não programada pode ser montada e despachada numa data determinada. Esse processo envolve a checagem simultânea de capacidade de fábrica, estoques e pedidos de compra, podendo envolver múltiplas plantas e centros de distribuição. A função CTP de um ERP normalmente utiliza modelos de pesquisa operacional, que podem considerar diversas restrições e condições de contorno, impostas pelos processos de manufatura, disponibilidade de recursos, estrutura de produtos e cadeia de fornecimento. O objetivo desta função é reduzir o tempo gasto por analistas de planejamento em re-programar e re-priorizar Ordens, devido à baixa acuracidade das datas originalmente prometidas. O CTP é um algoritmo mais sofisticado que o ATP. Termos relacionados: ATP, MPS e MRP.
Cubagem de Carga . Cubage - Cálculo realizado para converter para peso uma carga muito volumosa. No transporte rodoviário, esta conversão é feita sempre que uma mercadoria não alcançar pelo menos 300 kg/m3. Se uma mercadoria tiver 120 kg/m3, assume-se 300 kg/m3 vezes o volume real da carga, para fins de cálculo de tarifa.
Custeio ABC - Activity Based Costing . Uma metodologia que mede o custo e a performance de objetos de custos, atividades e recursos. Objetos de custos consomem atividades e atividades consomem recursos. O custo dos recursos é alocado às atividades com base no seu consumo e os custos das atividades são re-alocados aos objetos de custos, proporcionalmente ao consumo dessas atividades. Em função da utilização de bases específicas de alocação por atividades, o ABC permite uma melhor mensuração da quantidade de recursos consumidos por cada produto. Utiliza uma variedade maior de critérios, específicos à atividade à qual se relacionam. Esses critérios utilizados para atribuir os custos aos produtos são os chamados “cost drivers” e são a principal diferença entre o sistema de custeio tradicional e o ABC. Nos sistemas de custeio tradicionais, os custos diretos são diretamente apropriados aos produtos, mas os custos indiretos são apropriados através de chaves de rateio. O ABC permite reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos, além de prover os gestores com informações mais confiáveis sobre os reais custos dos produtos e serviços, permitindo identificar as atividades que consomem mais custos. Termo relacionado: Cost Drivers.
Custo Alvo - Target Costing . O custo alvo é calculado pela diferença entre a margem de lucro esperada e o preço de Mercado estabelecido ou estimado. Este custo pode não ser o custo inicial de produção, mas o esperado quando o produto atingir o seu estado de maturidade na produção (após a fase de ramp-up). O custo alvo é um importante referencial usado para orientar as fases de concepção do produto e desenho da Cadeia de Suprimentos. Termos relacionados: Análise de Valor, QFD.
Custo de Aquisição de Material – Material Acquisition Costs . Um dos elementos que compõem o custo total de uma cadeia de suprimentos de uma companhia. Esses custos possuem os seguintes componentes: (1) Gerenciamento e Planejamento de Materiais (Commodity): todos os custos associados com aquisição, qualificação, negociação de contratos, colocação de pedidos, seguimento das entregas e todos os custos relacionados à estrutura de compradores e planejadores; (2) Engenharia da Qualidade de Fornecedores: custos associados com a definição, desenvolvimento, certificação e monitoramento de todos os aspectos relativos à capacidade e qualidade para atender integralmente os requisitos aplicáveis ao item e fornecedor; (3) Custos Logísticos e Encargos: custos associados com o movimento dos materiais desde o fornecedor até o comprador, incluindo-se aí os custos de transporte, de prestadores de serviços logísticos em geral e custos administrativos. Encargos referem-se aos impostos e taxas cobrados pelos governos e órgãos reguladores para permitir o trânsito das mercadorias entre fronteiras internacionais. (4) Recebimento e estocagem: todos os custos associados para receber, manusear e estocar um material. (5) Inspeção: todos os custos associados com a inspeção, teste dos materiais para verificar se eles estão de acordo com todas as normas e especificações técnicas. (6) Alterações de Processos e de Projeto: custos associados com a documentação, transmissão e administração das rotinas de alterações técnicas dos materiais. (7) Ferramentais: custos relacionados com o projeto, desenvolvimento e depreciação da ferramenta requerida para a produção de um item; (8) Custos de manutenção de inventário. Estes podem englobar custos financeiros, custos de seguro e custos de armazenagem; (9) Custos de embalagem. Estas podem ser do tipo descartável ou retornável; (10) Custo do retorno de componentes ou de embalagens. Todos os custos incorridos para realizar a logística reversa do material ou de suas embalagens quando aplicável.
Custo de Colocação de Pedido - Reorder Costs . O custo total para colocar de forma recorrente um pedido, tanto num fornecedor externo como para a área de manufatura ou distribuição. Esse custo pode contemplar as atividades de preparação do pedido, administração, suporte de TI, correspondência, telefonia, transporte, recebimento, inspeção, re-embalagem e manuseio do material.
Custo do Ciclo de Vida - Life Cycle Cost . Em contabilidade de custos, o ciclo de vida de um produto se inicia com a fase de concepção e termina com a sua retirada final do Mercado. O ciclo de vida de um produto é caracterizado por diversos estágios que incluem pesquisa, desenvolvimento, introdução, maturidade, declínio e abandono. O Custo do Ciclo de Vida é o custo acumulado, incorrido por um produto ao longo dos seus estágios.
Custo Internado - Landed Cost . É a soma ao custo do produto de todos os custos logísticos incorridos para interná-lo, como por exemplo coleta, frete internacional, despesas portuárias, despachante e outras taxas.
Custo Unitário - Unit Cost . É o custo unitário total incorrido para a aquisição de um item, incluindo todos os custos despendidos para deixa-lo à disposição para utilização (consumo na produção ou venda). Fórmula: custos totais divididos pela quantidade total do item em estoque. Pode incluir os seguintes componentes: frete, internação, taxas, embalagem, inspeção, processamento de pedido, armazenagem e qualquer outro serviço associado à atividade de aquisição e entrega do produto. No caso de produção interna, o custo unitário compreende os custos totais de fabricação, os quais incluem mão de obra direta, matéria prima e o rateio dos custos fixos indiretos. Fórmula: custos totais de produção divididos pela quantidade em estoque desse item.
Custos de Falta de Material - Shortage (or Stockout) Costs . A conseqüência econômica de não se atender uma demanda interna ou externa a partir de um estoque. Impactos externos podem incluir custos de pedidos pendentes, lucros cessantes, degradação de imagem, paradas das operações dos clientes e custos de embarques expressos. Impactos internos podem incluir perda de produção, reprogramação da produção, atrasos para completar pedidos, horas extras, embarques expressos e o comprometimento da qualidade do produto em função de tentativas de desvios de processos e uso de componentes alternativos sobre desvios de engenharia. Dependendo da severidade da falta em termos de tempo e quantidade, a propagação dos custos pode se tornar altamente onerosa para a empresa e para sua Cadeia de Suprimentos.
Custos de Manutenção de Inventário . Inventory Carrying Costs . Esta categoria de custos logísticos compreende os seguintes componentes: (1) Oportunidade, o qual é calculado multiplicando-se o custo de capital da companhia pelo valor do seu inventário médio; (2) Perda: refere-se às quebras, avarias e deterioração; (3) Seguros e Taxas: compreende os custos com prêmios de seguros e taxas em geral para manter o inventário em um armazém; (4) Obsolescência: refugo e perda de prazo de validade de matérias primas, estoque em processo e produtos acabados; (5) Obsolescência no Canal de Distribuição: compreende os custos para substituir, ressarcir e retornar itens que se tornaram obsoletos nos canais de distribuição. Dependendo do acordo firmado, o fornecedor é responsável por reembolsar os itens cujo prazo de validade expirou ou deixou de ser consumido, em função de um novo lançamento ou alteração de padrão de consumo; (6) Obsolescência de Peças de Reposição e Garantia que estão em poder de terceiros ou em depósitos fora da planta do fabricante.
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