Padrões de EDI - EDI Standards . Padrões de formatação de arquivo, definidos para suportar uma transação de negócios específica (e.g. Ordem de Compra, Aviso de Embarque, Confirmação de Pagamento, etc.). O uso de formatos padronizados tem contribuído para o crescimento das trocas de informações pormeio eletrônico entre empresas. Os padrões mais utilizados internacionalmente são o X12 (nos EUA), Odette (Europa) e EDIFACT (padrão definido pelas Nações Unidas). No Brasil, são bastante utilizados os Padrões RND (Anfavea), Proceda e da NTC (transportadoras).
Palete . Pallet . (1) Uma plataforma retangular, usualmente feita de madeira, plástico, papelão ou metálica, onde produtos são empilhados e unitizados para fins de movimentação e estocagem. (2) Conjunto formado por um estrado e pela carga geral fracionada unitizada sobre o mesmo. Pode ter peso de até 2.000 Kg. Também chamado de estrado, ele pode ser formado por dois planos separados por vigas ou uma base única sustentada por pés, cuja altura é reduzida ao mínimo compatível com o seu manuseio por empilhadeiras, paleteiras ou outros sistemas de movimentação. A dimensão mais usual no Brasil é 1,00 x 1,20 m (largura e comprimento). Os paletes podem ter uma única face de sustentação, dupla face, sentido único ou duplo sentido de encaixe da lança do equipamento de movimentação. Dependendo da qualidade do material do palete e da operação logística desenhada, estes podem ser retornáveis ou descartáveis.
Parceria - Partnership . Uma relação de negócios baseada em confiança mútua, transparência, compartilhamento de riscos e ganhos, que irá propiciar para ambos uma vantagem competitiva e uma melhor performance operacional.
PDCA - Plan-Do-Check-Action . Planejar, Fazer, Verificar e Agir - Em gerenciamento da qualidade, um processo em quatro etapas, elaborado para garantir a melhoria da qualidade de um produto ou processo. N primeira etapa (Planejar), um plano para implementar a melhoria deve ser desenvolvido. Na segunda etapa (Fazer), o plano é implementado. Na Terceira etapa (Verificar), a efetividade do plano é monitorada. Na quarta etapa (Agir), os resultados são analisados com o objetivo de determinar o que foi aprendido e o que pode ser previsto para situações semelhantes, que venham a ocorrer. Também é chamado de círculo de Deming, por ter sido W. Edwards Deming o precursor desta abordagem no Japão, durante a década de 50.
PDV (Ponto de Venda) . Point of Sales - POS – O local onde a venda ocorre, tais como caixa registradora, loja de varejo, tela de confirmação de pedido em sistemas de compra pela internet, etc. Muitas empresas que fazem parte de uma Cadeia de Suprimentos estão cada vez mais interessadas nos dados de demanda do Ponto de Venda (PoS data), porque ele é um registro fidedigno da demanda, ao contrário de previsões baseadas em Ordens de Compra ou em Movimentações de Inventário. Sistemas de Gerenciamento de Inventário pelo Fornecedor (VMI) utilizam essa informação para monitorar o momento de ressuprimento, ao longo dos canais de distribuição.
Peças de Reposição - Spare Parts . Componentes ou peças, consumíveis ou reparáveis, utilizadas para manter ou consertar equipamentos ou produtos acabados.
Pedido de Separação - Order Picking . A coleta de um item a partir de uma locação de estoque, para satisfazer uma ordem de um cliente ou uma ordem de fabricação.
PEPS . First-In, First-Out (FIFO) - Primeiro que entra/primeiro que sai - É um conceito de organização e ressuprimento de estoques, principalmente em se tratando de perecíveis, no qual as mercadorias estocadas deverão ser despachadas na mesma ordem de entrada, isto é, as primeiras mercadorias recebidas serão as primeiras a serem despachadas. Em segmentos de indústria que requerem rastreabilidade de lotes (e.g. componentes eletrônicos, farmacêutico, automotivo e aeroespacial), o uso desse conceito é praticamente mandatório, principalmente se a rastreabilidade não é suportada por tecnologias como código de barras, RFID e rádio freqüência. Apesar de existir atualmente diversos recursos de Tecnologia da Informação para suportar esse conceito, recomenda-se também que os conceitos de sistemas de armazenagem, prateleiras, embalagens e de movimentação física sejam concebidos para facilitar a sua adoção.
Performance de Entrega para data Comprometida - Delivery Performance to Commit Date . O percentual de Ordens que são atendidas até a data de entrega comprometida internamente. Essa métrica é utilizada para avaliar a efetividade do sistema de programação interno da empresa. As medições de entrega são baseadas na data em que uma Ordem Completa é despachada. Uma Ordem Completa possui todos os itens entregues, com as quantidades requeridas. Uma Ordem deve ser Completa para ser considerada atendida. Múltiplas linhas de itens numa única Ordem com diferentes datas planejadas de entrega constitui múltiplas Ordens, e múltiplas datas de entrega planejadas em uma única linha também constitui múltiplas ordens. Fórmula de Cálculo: [Número total de Ordens Entregues integralmente e dentro do prazo, de acordo com a data comprometida no programa] / [Número total de ordens entregues]
Performance de Entrega para data Requerida - Delivery Performance to Request Date . O percentual de Ordens que são atendidas até a data solicitada pelo cliente. Esta métrica é utilizada para medir a responsividade frente à demanda do Mercado. As medições de entrega são baseadas na data em que uma Ordem Completa é despachada. Uma Ordem Completa possui todos os itens entregues, com as quantidades requeridas. Uma Ordem deve ser Completa para ser considerada atendida. Múltiplas linhas de itens numa única Ordem, com diferentes datas planejadas de entrega constitui múltiplas Ordens, e múltiplas datas de entrega planejadas em uma única linha também constitui múltiplas ordens. Fórmula de Cálculo: [Número total de Ordens Entregues integralmente e dentro do prazo de acordo com a data solicitada pelo cliente] / / [Número total de ordens entregues]
Período de Congelamento de Demanda - Demand Time Fence (DTF) . Vide DTF.
Período de Congelamento de Planejamento - Planning Time Fence . PTF . É o ponto no tempo dentro do horizonte de planejamento do Plano Mestre de Produção (MPS) que marca o limite dentro do qual mudanças podem gerar perturbações significativas na programação da fábrica, capacidade, datas de entregas e custos. Dentro do período de congelamento, o sistema não pode alterar datas, quantidades ou ordens sem a ação do responsável pelo processo. Para datas posteriores a esse ponto, o MPS pode modificar as ordens de fabricação e compra automaticamente, respeitando as restrições parametrizadas no sistema. Itens que requerem estoques estratégicos devido ao longo lead time de suprimentos não devem ser considerados na definição do Período de congelamento. Uma política de inventário de exceção deve ser criada e devidamente documentada. O Período de congelamento pode ser especificado para um item específico ou para um grupo de itens. Termos relacionados: MPS, MRP, DTF.
Personalização . Customization . Criar, montar ou configurar um produto a partir de componentes pré-existentes, para atender um pedido específico de um cliente. Termos relacionados: CTO, ATO, MTO, ETO, Estratégias de Atendimento, Configurador.
Personalização em Massa - Mass Customization - (1) A criação de um produto de alto volume, que ofereça ao mesmo tempo uma grandevariedade de opções para o consumidor, sem comprometer os ganhos de escala. A viabilização desse conceito pode ser obtida pela combinação de algumas estratégias e tecnologias, tais como: projeto modular do produto, estratégia de postergação da diferenciação e tecnologias flexíveis de manufatura. Por exemplo, a maioria das montadoras tem buscado reduzir o número de plataformas e padronizar módulos dos automóveis, de forma a preservar os ganhos de escala, mas mantendo a diferenciação dos produtos em nível de modelos e tipos de acabamento. Um segundo exemplo vem da indústria de computadores, onde o consumidor pode configurar o seu produto a partir de um conjunto de funcionalidades (memória RAM, processador, drivers, hard drive, monitor). Até a Ordem de Compra ser colocada pelo consumidor, esses componentes estão armazenados, esperando para serem montados e configurados. O ressuprimento destes componentes é gerado a partir de previsões agregadas de demanda, enquanto que a montagem e a configuração é acionado apenas pela ordem do cliente. Termos relacionados: ATO, CTO, Postergação.
Piggyback - Piggyback . Terminologia utilizada para descrever carretas rodoviárias que são transportadas sobre vagões plataforma ferroviários.
Pipeline . Vide Estoque no Canal de Abastecimento.
Planejamento Agregado - Aggregate Planning . Um processo de análise que permite a elaboração de planos táticos que, por sua visão, suportarão os Planos de Negócio da Organização. Os planos agregados envolvem usualmente o desenvolvimento, análise e a manutenção de planos de venda, produção e inventário por cliente ou família de produtos. Normalmente a informação no plano agregado é discretizada mensalmente e para um horizonte de 1 a 2 anos.
Planejamento de Demanda - Demand Planning . O processo de identificar, coletar, consolidar e tratar todas as fontes de demanda vinculadasa uma Cadeia de Suprimentos, com o objetivo de suportar seus processos de Planejamento e Execução em nível estratégico e tático. Esse processo engloba os seguintes conceitos: (1) O grau de agregação da previsão é decorrência da finalidade dessa informação. Por exemplo, em nível corporativo, a informação é mais agregada e geralmente expressa apenas em valores monetários. Em nível de divisão, essa informação possui maior abertura, granulidade e expressa volumes de venda por famílias de produtos. Já em nível de planta ou linha de produção, a previsão deve ser efetuada por item ou SKU. (2) O horizonte da previsão normalmente é balizado por dois referenciais: o horizonte do Plano sobre o qual ela será comparada (e.g. anual ou 1-5 anos) e; o tempo de ciclo total da Cadeia, considerando os seus elos mais longos (e.g. 4 meses entre tempo de fabricação, congelamento, trânsito e estoque de um item importado). O maior destes dois referenciais deverá sinalizar o horizonte requerido de previsão. (3) A estratégia de atendimento adotada (e.g. MTS, MTO, ATO), o Nível de Serviço desejado (em %) e o grau de volatilidade da demanda (i.e. erro da previsão) irão determinar o nível de inventário requerido.
Planejamento de Distribuição - Distribution Planning . Em nível tático, são todas as atividades de planejamento relacionadas com alocação de recursos de transporte (e.g. reservas de navio, caminhões, carretas, etc.), de armazenagem (e.g. dimensionamento de espaço de estocagem, locação de áreas, etc.), movimentação de materiais (e.g. locação de equipamentos, equipes e definição de turnos de trabalho) e processamento de pedidos. Em nível estratégico, refere-se às atividades de análise de localização de plantas, seleção de modais de transporte, análise de investimentos de veículos/containers e definição de estratégias de abastecimento para os Canais de Distribuição.
Planejamento de Inventário - Inventory Planning . A aplicação de modelos de simulação ou analíticos baseados em parâmetros preestabelecidos para estimar o comportamento de inventário ao longo do tempo, para fins de gerenciamento do grau de alocação de ativos necessários para suportar uma operação e para medição de performance. Usualmente, esses modelos são bastante agregados e não enxergam o inventário em nível de SKU e sim por família ou categoria de inventário (e.g. matéria prima, produto acabado, MRO, WIP, etc.). Modelos de planejamento de inventário partem de parâmetros como política de inventário, custo dos produtos, percentual de itens locais e importados, tempos de trânsito e volumes de produção.
Planejamento de Materiais - Materials planning . Refere-se a todas as funções de planejamento ligadas à alocação de materiais ao longo do tempo para satisfazer uma demanda. Essas funções de planejamento podem compreender, mas não se limitar, ao planejamento de distribuição, produção, matérias primas (nacionais e importadas), introdução e descontinuidade de produtos e alterações de componentes. Em empresas de manufatura discreta, as funções de planejamento de materiais normalmente são suportadas pelos módulos de DRP, MPS e MRP dos sistemas de gestão corporativa (ERP’s). Do ponto de vista organizacional, usualmente a área responsável pela função Planejamento de Materiais também é responsável pela função de execução (e.g. colocação de Ordens de Compra, Follow-up, etc.) e controle do fluxo de materiais ao longo da Cadeia.
Planejamento de Necessidades de Distribuição - Distribution Requirements Planning (DRP) . Uma técnica de planejamento similar ao conceito de MRP, que consolida a demanda em SKU’s de n locais (e.g. Depósitos e Centros de Distribuição) para gerar necessidades líquidas de despachos para centros de produção. Essa técnica é similar ao MRP por que se baseia nos mesmos princípios de planejamento: escalonamento das necessidades no tempo (time phasing), cálculo de necessidades líquidas (netting) e demanda dependente. No caso da rede de distribuição possuir múltiplos níveis, a explosão de necessidades acontece de forma sucessiva (e.g. depósitos locais, depósitos regionais e depósito das plantas). O DRP parte das demandas inseridas por SKU para cada um dos depósitos, das posições de inventário (nos depósitos e em trânsito) e de parâmetros de planejamento (e.g. dias de estoques no depósito, tempo de ressuprimento, etc.) e alimenta o Plano Mestre de Produção das plantas que fornecem esses SKU’s. Termos relacionados: MPS, MRP.
Planejamento de Recursos de Capacidade . Resource Requirement Planning (RRP) - Terminologia APICS. Compara as Horas Standard Requeridas contra as Horas Standard Disponíveis. Esse recurso também é conhecido como Planejamento Grosseiro de Capacidade . Rough Cut Capacity Planning (RCCP). São exemplos típicos de variáveis que são avaliadas para balancear a equação entre demanda e capacidade: Horas-extras; Uso de recurso alternativo; Sub-contratação; Contratar mais pessoas; Adicionar um equipamento; Substituir produto concorrente no recurso que está sobrecarregado; Reduzir quantidades do pedido; Produzir algum produto antecipadamente; Postergar a produção no recurso sobrecarregado e compensar o atraso comprimindo o lead time de alguma atividade posterior.
Plano Agregado - Aggregate Plan . Um plano elaborado para médio prazo de alocação de capacidade, estoques, compras e capital. O termo ‘agregado’ decorre do fato desses planos não utilizarem dados detalhados (e.g. volume de produção por item e por semana), mas sim agregados (e.g. por mês e por família de produtos). Outros dados que costumam fazer parte do plano agregado é o volume de ordens pendentes (backlogs), disponibilidade de caixa e orçamento dos meses contemplados no horizonte de planejamento. Através do Plano Agregado deve ser possível identificar quais as possíveis estratégias para atender uma demanda, o nível de recursos que será necessário ao longo do tempo (capacidade, estoques, mão de obra, caixa, etc.) e os eventuais conflitos entre demanda e capacidade a serem solucionados. Decisões típicas decorrentes da análise e revisão desse plano são: alterações de turnos de trabalho, requisições de novos investimentos, terceirização de atividades, estratégia de descontos em períodos sazonais, formação de bancos de estoques para atender picos de demanda futuros. Enquanto que o Plano Mestre de Produção . MPS - é elaborado em nível de SKU e revisado com alta freqüência (semanal, quinzenal) o Plano Agregado é elaborado por família de produtos e revisado poucas vezes por ano (trimestral, semestral).
Plano de Ação . Action Item - É o produto de um planejamento capaz de orientar as ações que devem ser implementadas. Serve como referência às decisões, permitindo que seja feito o monitoramento dos indicadores de desempenho. De uma forma organizada, o Plano de Ação identifica as ações e as responsabilidades pela sua execução. Apesar de ser considerada uma ferramenta de caráter gerencial, ela se aplica à realidade das equipes responsáveis por algum tipo de aprimoramento no planejamento e condução de suas atividades. Todo Plano de Ação deve estar estruturado de forma a permitir a rápida identificação dos elementos necessários à implementação do projeto. Esses elementos básicos podem ser descritos pelo que se convencionou chamar 5W1H. (Why . Por que deve ser executada a tarefa (justificativa); What . O que será feito (etapas); How . Como deverá ser realizada cada tarefa/etapa (método); Where . Onde cada tarefa será executada (local); When . Quando cada uma as tarefas deverá ser executada (tempo); Who . Quem realizará as tarefas (responsabilidades); How much . o segundo H já vem sendo usado na prática, pois ele representa quanto será despendido para a implementação do Plano de Ação. Assim, tem-se também a possibilidade de trabalharmos com o 5W2H.
Plano de Negócios - Business Plan . Um documento que tem por objetivo detalhar uma estratégia para longo prazo, no qual são projetados os dados de faturamento, custos, expectativas de resultados, orçamento e fluxo de caixa (com as respectivas fontes de financiamento) e outras premissas econômicas. Um plano de negócios é geralmente expresso na moeda local e dividido por famílias de produtos e unidades de negócio. Os Planos de Negócio são geralmente revisados anualmente ou são o resultado numérico de um Plano Estratégico. Os novos investimentos de capital estão inseridos no Plano de Negócios, após sua aprovação no estudo de viabilidade técnica. Uma vez aprovado, o Plano de Negócios pode ser desdobrado para Planos Táticos, tais como o Plano de Vendas e Operações (PV&O).
Poka Yoke - Poka Yoke . Dispositivo à prova de falha - A aplicação de técnicas e dispositivos simples que auxiliam a prevenir falhas em processos de manufatura ou logísticos. Termo relacionado: Jidoka.
Política de Inventário - Inventory Policy . Uma definição formal na qual são estabelecidos os locais e níveis de inventário que deverão ser utilizados para suportar uma operação de manufatura ou distribuição. Normalmente essa política é implementada e controlada por meio de parametrizações nos módulos ligados às atividades de planejamento e gestão de inventário (e.g. DRP, MPS, MRP). É na política de inventário onde é definida a quantidade de dias de estoques em função da classe do item (A, B e C), da origem (nacional, importado), da estratégia de atendimento (sob encomenda, para estoque). Também são definidos os lotes mínimos de compra e de fabricação, os dias de estoque de produtos acabados e o horizonte de congelamento de planejamento. Com base na política de inventário é possível também se fazer uma projeção do nível de inventário futuro, em função da previsão de demanda e do plano de produção da empresa.
Ponto de Consumo - Deduct Point . O ponto no processo de produção onde assume-se que os componentes foram consumidos, baixados do estoque e, portanto, apontados (backflushed) de acordo com a estrutura de produto.
Ponto de Equilíbrio - Break-Even Point . Um determinado volume de operação ou vendas que equilibram receitas e custos operacionais. Nesse ponto, a empresa não está gerando lucro e nem prejuízo, por essa razão, é chamado de ponto de equilíbrio. O ponto de equilíbrio pode ser representado graficamente, tendo no eixo horizontal o volume de operação ou vendas e no eixo vertical a curva de receita e a curva dos custos totais. O ponto de equilíbrio é a intersecção entre a curva de custos e a curva de receita.
Ponto de Pedido - Re-Order Point - ROP . O nível de estoque calculado que, quando atingido, uma Requisição de Materiais ou Ordem de Compra ou Fabricação deve ser gerada para fins de ressuprimento. Fórmula de Cálculo para o modelo determinístico: PP = [Demanda * Tempo de ressuprimento + Estoque de Segurança].
Porteiner . Dockside Cranes . Equipamento utilizado para carga e descarga de Navios Porta- Containeres. A configuração mais comum possui uma lança em balanço cujo comprimento equivale à largura do navio. Sua capacidade de operação pode ser superior a 50 Containeres por hora.
Portos Secos - Dry Ports . Vide Terminais Alfandegados.
POS - Point Of Sale . vide PDV.
Postergação - Postponement . Uma estratégia de atendimento que move a diferenciação do produto para o momento mais próximo da venda para o cliente. Operando dessa forma, a empresa reduz o risco de alocar recursos a partir de previsões de demanda, o que pode significar produzir uma configuração de produto que não é exatamente o que o consumidor pretende comprar ou ainda, oferecer um baixo nível de serviço para os canais de distribuição. A estratégia de postergação não necessariamente evita o uso da previsão de demanda. A previsão é usada para planejar peças e kits que são comuns a diversas configurações. No entanto, a diferenciação só ocorre quando do recebimento do pedido. Por exemplo, as teleentregas de pizza compram tomate, farinha e queijo com base na previsão de consumo desses ingredientes, mas só montam a configuração do cliente após receber o pedido. Como todos os ingredientes já estão comprados e preparados para montagem, a tele-entrega de pizza consegue atender o cliente com a configuração exata que ele deseja, dentro de um curto prazo de entrega (30 a 40 minutos) e sem ter estoques de pizzas prontas, que poderiam desperdício e perda de qualidade. Essa estratégia tem sido muito utilizada em empresas do setor de eletro-eletrônico e automotivo.
Prazo de Validade - Shelf Life . O tempo máximo que um item pode ficar estocado, antes de deteriorar e perder as condições para seu consumo. Termo relacionado: FEFO.
Prazo Médio de Recebimento . Days Sales Outstanding (DSO) . A medida do período médio para completar o ciclo entre o faturamento e o recebimento das vendas. Forma de cálculo: [Média de 6 pontos do Contas a Receber anual] / [Total de Vendas no Ano / 365].
Preparação de Linha . Changeover . Processo de realizar os ajustes necessários em um equipamento para produzir um outro produto. Preparações de linha usualmente levam a paradas da mesma. Por essa razão, muitas empresas perseguem a redução desses tempos de parada, como forma de reduzir custos de produção e aumentar sua flexibilidade. Termo relacionado: set-up.
Previsão Agregada . Aggregate Forecast - É aprevisão feita para um grupo, classe ou família de produtos. Essa previsão é utilizada para realizar planos de vendas (em valores monetários), planos de capacidade da empresa e dos fornecedores e para o planejamento financeiro (despesas, caixa e de investimentos).
Previsão de Demanda - Forecast Demand . É o processo de predição, projeção ou estimativa, com certo grau de confiança, da evolução de uma demanda num dado horizonte. Quando essa demanda refere-se especificamente ao volume de vendas, costuma-se usar a expressão Previsão de Vendas. Existem diversas abordagens para predição de demanda, as quais podem ser classificadas em duas grandes categorias: (1) Modelos quantitativos puros (e.g. modelos causais, modelos baseados em séries temporais e modelos de regressão); (2) Modelos Qualitativos e de Prospectiva (e.g. Teoria dos Jogos, Método delphi, Método dos cenários, etc.).
Previsão de Vendas - Sales Forecast . Vide Previsão de Demanda.
Previsão Detalhada . Detailed Forecast - É a previsão feita por SKU. Essa previsão também é chamada de Previsão de ‘Mix’ e é utilizada na elaboração de programações de fábrica de curto prazo da planta e dos fornecedores. Esse tipo de previsão também pode ser eventualmente necessário para itens cujo lead time é muito longo (e.g. itens importados).
Princípio de Pareto - Pareto Principle . (1) Uma regra heurística que estabelece que onde existe um grande número de ocorrências, a maioria dos resultados é decorrente de uma minoria das ocorrências. Essa assertiva ficou conhecida como regra dos 80/20. No contexto de gestão de estoques, quando é feita uma lista classificada por valores dos itens comprados, normalmente encontra-se esse perfil (20% dos itens representam 80% do valor em estoque). Essa regra foi precursora do que se costuma chamar atualmente de classificação ABC de estoques. (2) Em 1897, Vilfredo Pareto, um economista italiano, realizou estudos e desenvolveu modelos para descrever a distribuição desigual das riquezas. Ele chegou à conclusão de que 20% da população ficavam com 80% da arrecadação, enquanto que para os outros 80% da população, restavam apenas 20%. Essa assertiva ficou conhecida como o Princípio de Pareto.
Processamento Baseado em Exceção - Exception- Based Processing . Um termo computacional para aplicações que selecionam automaticamente eventos que não atendem determinado conjunto de parâmetros pré-estabelecidos. Essa técnica economiza um esforço considerável das pessoas responsáveis por um dado processo, por não fazê-las demandar atenção para informações que não necessitam ação ou análise. Em logística, alguns tipos de situações de exceção que são passíveis desse tipo de tratamento são: atraso de datas de entrega, despachos não programados, viagens com índice de ocupação abaixo do planejado, horas-extras, tempos de trânsito muito longos, etc.
Processamento em Lotes - Batch Processing . Um termo computacional que se refere ao processamento de dados em intervalos de tempos pré-definidos. Durante esses intervalos, todas as atualizações e novos registros são acumulados. Essa forma de processamento é alternativa ao processamento em tempo real. A utilização do processamento em lotes ou em tempo real depende da finalidade a que ela se destina, pois cada uma dessas técnicas possui vantagens e desvantagens, sob o ponto de vista de performance de sistema e garantia de integridade de dados.
Procura . Procurement . A função de negócios, normalmente desempenhada pelo Departamentos de Compras, de prospectar,desenvolver, negociar e realizar a compra.
Produto Intermediário - Intermediate Product . Um produto para o qual uma demanda independente pode existir, bem como uma demanda dependente de um item de maior hierarquia na estrutura de produto (item pai).
Programação para trás - Back Scheduling . Uma técnica de programação que parte da data de entrega do produto, para chegar às datas de início de produção ou de chegada dos itens comprados. Para realizar esse cálculo, o algoritmo vale-se de parâmetros como dias de estoque de segurança, lead times de entrega e lead times de fabricação. Em algumas situações, os algoritmos clássicos de DRP, MPS e MRP podem gerar datas imprecisas, em função de assumirem lead times constantes, independentemente do tamanho dos lotes planejados. Algoritmos de planejamento mais sofisticados, como os disponíveis em ferramentas de APS, possuem um tratamento mais preciso para certas situações onde os lead times são muito dependentes dos tamanhos dos lotes e de outras restrições do ambiente de produção. Termos relacionados: MRP, MPS e DRP.
Promessa de Entrega de Pedido - Order Promising. O processo de fazer um compromisso de entrega, seja ele verbal ou formal. A resposta à pergunta “Quando esse pedido pode ser entregue?”. No caso de empresas que adotam estratégias como Make-To-Order (MTO) ou Assembly-To-Order (ATO), esse processo normalmente envolve o uso da técnica de comprometer o estoque disponível e o planejado, com o objetivo de identificar a data em que o item estará disponível para a promessa de entrega. Essa técnica é chamada de ATP (Available To Promise) e faz parte das funcionalidades do módulo de Plano Mestre de Produção . MPS. Termos relacionados: AP, CTP, MPS.
Promoção Eficiente de Produtos . Efficient Product Promotion . No contexto do ECR, é a estratégia que redireciona as promoções dos fornecedores, dos simples subsídios aos varejistas para atividades de vendas ligadas diretamente ao comportamento de compra do consumidor. Um aspecto-chave é o balanceamento entre o fluxo de produtos na promoção e a demanda do consumidor, permitindo benefícios substanciais na diminuição de estoques na cadeia.
PTF - Planning Time Fence . Vide Período de Congelamento de Planejamento. PTO . Package-To-Order - Embalar Contra Pedido . Estratégia de atendimento de pedidos onde a diferenciação do produto se dá no momento em que ele é embalado. Essa estratégia é muito eficaz para empresas que necessitam de um alto nível de serviço e que oferecem ao mercado uma quantidade muito grande de SKU’s. Ao invés de buscar prever por SKU a sua demanda e criar estoques elevados para se proteger dos erros estatísticos intrínsecos aos métodos de previsão e às vendas atípicas que podem ocorrer, a empresa pode estocar o produto a granel na fábrica ou nos seus Centros de Distribuição e só embalá-los após o recebimento do Pedido do Cliente. É uma variante da estratégia ATO. Termos relacionados: MTO, ATO, MTS, ETO, Estratégias de Atendimento de Pedidos.
PV&O . Plano de Vendas e Operações . Vide S&OP.
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